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PORTAL DO AUTOMÓVEL


Sexta-feira, 13.01.12

ENSAIO: Hyundai Veloster 1.6 GDI/140 CV

O Hyundai Veloster é o mais recente acto de arrojo de um construtor em franco crescimento no mercado europeu e americano. Um automóvel global, concebido para contentar mercados e consumidores com gostos distintos. Acaba por ser também um carro de imagem, um “embaixador” da capacidade e engenho do construtor e, por via disso, o mais que provável representante da marca nos Ralis. Mas será que o Veloster precisava de uma terceira porta para ser considerado um bonito coupé? Precisar, não precisava. Só que, no mundo actual e na indústria automóvel em particular, a novidade ajuda a estabelecer a diferença. Por isso, só com duas não seria a mesma coisa…

Fabricar um veículo como o Veloster não é mais barato apenas por ele ter uma porta a menos. Ou uma a mais, consoante o ângulo de visão…
O facto obriga a fazer contas e ajustes estruturais de reforço da carroçaria e exige acertos precisos no equilíbrio da suspensão.
Tudo para garantir um comportamento neutro, quer o carro curve para a direita ou o faça para a esquerda, uma vez que a rigidez estrutural do modelo sofre como que uma espécie de desequilíbrio, agravado pelo facto de a maior parte do tejadilho ser constituída por vidro… com abertura!
Daí a existência de uma espécie de duplo arco central em aço, a exemplo de que acontecia com certos veículos “targa”, como o Porsche 911, por exemplo.(ver AQUI)
Este esforço de afirmação tecnológica resultou numa útil afirmação da diferença, dando motivos e facilitando bastante o trabalho aos homens do marketing. É que, afinal, como é sabido, nos tempos actuais o público consome avidamente qualquer novidade.


Primariamente coupé


Na essência, o Hyundai Veloster é um coupé. Tem a estrutura e oferece o comportamento de um, proporcionando dois bons e confortáveis lugares à frente e explorando razoavelmente bem o que resta do espaço traseiro. Dois adultos conseguem viajar aqui com alguma comodidade, instalados em “baquets” baixas e dispondo de espaço ao centro de sobra para apoiar os braços ou poisar copos. Este facto e os 320 litros de capacidade da bagageira dão-lhe um bocadinho de versatilidade familiar, apesar do acesso ao lugar traseiro atrás do piloto ser um pouco mais complicado.
Quanto à mala, não desencanta pela capacidade, apesar de obtida à custa da existência de pneu suplente de pequenas dimensões. Mas que felizmente existe e não foi substituído por um kit anti-furo.
Em termos ergonómicos, o Veloster não foge à sua essência de um pequeno e acessível coupé desportivo. A imagem de um tablier praticamente simétrico, luminoso e até com aerodinâmico completa-se com a tecnologia mais actual em matéria de equipamento: não faltam os comandos para as habituais ajudas à condução, os sistemas informativos de navegação, áudio ou proveniente do computador de bordo, e ainda as entradas auxiliares de som. (saber MAIS sobre o equipamento)
Tudo com um contraste desportivo entre o negro e os tons prateados, com recurso a materiais plásticos que aparentam solidez e boa fixação, mas com escassas zonas cobertas de revestimentos mais suaves.


Formas diferenciadas


Além da presença de uma terceira porta do lado direito da carroçaria, a forma traseira do Veloster é outro dos aspectos que também contribui para destacar este coreano dos restantes da sua espécie. O vidro traseiro pronunciado confere muita luminosidade ao interior, mas a inclinação e a “spoiler” aerodinâmico que o divide acabam por interferir na visibilidade em manobra. O modelo ensaiado dispunha de câmara de estacionamento traseira, extremamente prestável para estas situações.
Igualmente, por essa razão, não existe escova limpa-vidros traseira.


Desempenho aquém do esperado


Contudo, o que realmente poderá desiludir alguns interessados mais entusiastas é o desempenho mecânico da única versão actualmente à venda em Portugal. É que, quando se fala num modelo coupé, pensa-se, inevitavelmente, num carro capaz de proporcionar um comportamento mais desportivo.
Mas ao olhar para a sinalética “BlueDrive” estampada na chapa adivinha-se de imediato outro propósito. Com o objectivo de conseguir um preço acessível, a mecânica a gasolina 1.6 - apesar de reclamar uns apetecíveis 140 cv - recorre ao sistema “start/stop” e a demais alterações para reduzir emissões e, por essa via, obter redução da carga fiscal.
Isso ajudou a que o preço em Portugal da versão mais acessível se situasse abaixo dos 24 mil euros.


Comportamento dinâmico


Com esta mecânica é mais complicada qualquer intenção de condução mais rápida. As relações mais longas da caixa de seis velocidade obrigam o condutor a manter permanentemente regimes mais elevados, quebrando, por causa disso, a promessa de conseguir estabelecer boas médias de consumo.
Mas como nisto de andar rápido na estrada pode sair caro por outros motivos, refira-se, em abono da verdade, que o Veloster é um carro muito agradável de conduzir quando feito de forma descontraída. Porque, para funcionar correctamente, o sistema “start/stop” requer alguma precisão de movimentos; embraiagem a fundo antes de qualquer toque no manipulo da caixa. Contudo, graças a isso - e ao conjunto de outros factores mecânicos e aerodinâmicos -, alcançam-se consumos que não se afastam muito dos sete litros.


Conclusão


Por tudo o que atrás se disse, esta versão 1.6/140 cv do Veloster parece feita para uma condução relaxada em boas estradas. É que a suspensão, apesar de não ser propriamente dura, revela algumas dificuldades de amortecimento sobre piso mais irregular. A Hyundai dispõe na sua gama de um modelo bastante mais desportivo: o Genesis. Este sim é um pequeno desportivo com motor a gasolina de 2.0 l e 210 cv, capaz de velocidades acima dos 220 km/h. Verdadeiramente um coupé, o seu preço em Portugal situa-se acima dos 41 mil euros.
Contudo, uma boa notícia para os fãs da marca: a Hyundai anunciou o lançamento de uma nova versão deste mesmo motor 1.6 a gasolina, agora com 200 cv graças à adição de um turbo. O facto poderá também estar relacionado com a possibilidade do Veloster vir a ser a próxima estrela dos coreanos no Mundial de Ralis.



Dados mais importantes
Preçodesde 23 250 ( Blue Comfort)
Motores
1591 cc, 16 V, 1403 cv às 6300 rpm, 167 Nm às 4850 rpm
Prestações
201 km/h, 9,7 seg. (0/100 km/h)
Consumos (médio/estrada/cidade)
5,9 / 5,3 / 7,1 litros
Emissões Poluentes (CO2)137 gr/km

Procura automóvel novo, usado ou acessórios? Quer saber mais sobre este ou sobre outro veículo?

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Segunda-feira, 06.06.11

APRESENTAÇÃO: Hyundai Genesis Coupé chega a Portugal

O Hyundai Genesis Coupé já está em Portugal. Evolução da berlina Genesis, a versão Coupé exibe 4,6 metros de comprimento e possui uma imagem de elevada performance e agilidade no comportamento. Desportivo, com linhas fortes e uma silhueta agressiva em forma de cunha, o Genesis oferece uma longa distância entre eixos e um interior de estilo provocante e carregado de emoção. Com uma eficaz combinação de motor dianteiro e transmissão às rodas traseiras, representa uma grande evolução no estilo e projecção da imagem da marca coreana na Europa.
Em Portugal possui preços a partir dos 40 000 euros (*), existindo duas versões a partir da mesma base mecânica e do mesmo nível de equipamento Style. A diferença está na possibilidade de escolha da caixa de velocidades automática.


A frente irradia o carácter de um puro desportivo: capot longo, detalhes de estilo do pára-choques e faróis afilados e distintos. Dois pormenores, em particular, definem o aspecto espectacular do Génesis Coupé, fornecendo a dimensão correcta do seu carácter desportivo: a linha em Z esculpida nos flancos, que funciona como linha de cintura, e o sistema único de abertura dos vidros. Visto de traseira, o formato do pára-choques e a dupla saída de escape projectam um aspecto sólido.



Habitáculo sofisticado


O interior reflecte a sofisticação e a face desportiva do exterior em cada detalhe: instrumentação cilíndrica e um botão “Start” para ligar o motor, entre outros pormenores.
O banco do condutor foi ergonomicamente esculpido para permitir um excelente suporte para uma condução entusiástica. Um acesso prático aos lugares traseiros é possível, graças ao rebatimento das costas dos bancos dianteiros. Para uma maior funcionalidade, os bancos traseiros podem ser rapidamente rebatidos utilizando um manípulo colocado no interior.
Com a sua longa distância entre eixos, o Genesis Coupé oferece um interior generoso no espaço para cabeça, ombros e pernas. O comprimento total é de 4630 mm, a largura de 1865 mm e a altura de apenas 1385 mm.


Comportamento desportivo


O Genesis Coupé tira pleno proveito do facto de ter transmissão traseira. Isso possibilita uma repartição de peso perfeita de 55/45 entre o eixo dianteiro e o traseiro, respectivamente, o que permite melhorar-lhe o comportamento. Os engenheiros da Hyundai exploraram esta distribuição de peso para oferecer aos utilizadores benefícios que incluem a transferência de peso para as rodas traseiras nas acelerações, melhorando a tracção e possibilitando uma direcção mais directa graças à ausência dos semieixos de transmissão nas rodas dianteiras.



Desempenho superior do motor


O motor é um 4 cilindros de 2,0 litros, sobrealimentado e com intercooler. A unidade motriz conta com o sistema Dual CVVT (controlo variável contínuo do tempo de abertura das válvulas duplo) e refrigeração dos pistões através de um jacto de óleo, diminuindo dessa forma a temperatura de funcionamento. Logo, com reflexos nos consumos e na durabilidade do motor.
Com 210 CV e um binário de 300 Nm, este propulsor a gasolina permite que uma aceleração dos 0-100 km/h em 8,0 segundos. A velocidade máxima é de 223 km/h. A caixa de seis velocidades pode ser manual ou automática de 5 velocidades, com patilhas selectoras situadas atrás do volante.


Estrutura e comportamento


O chassis foi optimizado para exibir um comportamento dinâmico de topo e uma direccionalidade apurada. A suspensão dianteira do tipo McPherson Dual Link melhora a capacidade de manobra ao reduzir o deslocamento do centro da roda e as ligações da mesma à suspensão, incrementando o ângulo de caster. A suspensão traseira é do tipo multibraços com cinco ligações, que reduzem as variações de camber durante a aceleração, travagem e trajectória em curva, para assegurar uma resposta precisa e imediata às acções do condutor.
O diferencial de deslizamento limitado (autoblocante) possui um sensor de binário para um maior conforto e comportamento em qualquer tipo de condição da estrada. A coque do diferencial traseiro está montada num sub-chassis com três apoios (contando com um casquilho hidráulico) para reduzir ruídos e vibrações. Os amortecedores possuem reservatórios separados para as câmaras de gás e óleo, assegurando assim uma pressão estável, resultando dai um melhor comportamento e maior conforto.
Utilizando medidas de protecção contra impactos em zonas críticas da estrutura, a rigidez torsional da carroçaria foi incrementada em 15 por cento, o que é não apenas alicerce para um melhor comportamento e maior conforto, mas também mais segurança e reduzido nível de NHV. Graças a isso é um dos automóveis mais silenciosos da sua classe, mas também dos reforços da carroçaria e à aplicação de várias almofadas de esponja de poliuretano e outros absorvedores de ruído.


Segurança e conforto


A utilização de aço de alta tensão na carroçaria aumenta a segurança em caso de embate ao permitir fazer uma carroçaria mais leve, mas mais resistente. O equipamento de segurança inclui seis airbags, encostos de cabeça activos, ESP (Programa de Estabilidade Electrónico), TCS (Controlo de Tracção) e BAS (Sistema de Assistência à Travagem).
No interior existem ligações USB/iPod, tomada AUX, chave inteligente com comando à distância do fecho centralizado e do alarme, ar condicionado automático, auto cruise control com comando no volante, bancos aquecidos à frente, bancos com acabamento em pele, banco do condutor com regulação eléctrica, pedais desportivos com acabamento metalizado, entre outros equipamentos.
Como únicos opcionais contam-se uma asa traseira (com a terceira luz de travagem), um sistema de áudio premium-Infinity com 8 colunas, coluna central e woofer, e o tecto de abrir eléctrico.
Além de todas estas vantagens, o Hyundai Genesis Coupé beneficia da garantia Tripla Confiança que oferece cinco anos de garantia com quilometragem ilimitada, cinco anos de assistência em viagem e cinco anos de verificações gratuitas ao veículo.


(*) exclui despesas de preparação e transporte






(Elaborado com base no comunicado difundido pelo Departamento de Comunicação da Marca)

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