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PORTAL DO AUTOMÓVEL


Sexta-feira, 14.01.11

Volvo S60 D3 2.0D/163 cv

Partindo de uma plataforma que serve modelos tão diversos como os Ford Mondeo ou o Galaxy, mas também o vistoso Volvo S80, este carro surge com a intenção clara de competir directamente com marcas de prestígio como a Mercedes ou a BMW, num segmento particularmente competitivo e tradicionalmente dominado pelos construtores alemães.
É o último dos produtos concebidos e desenvolvidos pela conceituada marca sueca dentro do grupo Ford. Não é por isso de estranhar a partilha de alguma mecânica com os carros da empresa americana. Embora esta tenha concretizado em 2010 o negócio da venda da Volvo ao grupo construtor chinês Geely, os carros suecos destinados ao mercado europeu vão continuar a ser produzidos na Europa, em instalações na Suécia e na Bélgica.
Um caderno de encargos capaz de assegurar o sucesso de qualquer carro com ambições de se bater de igual com os líderes tradicionais de uma categoria que tanto tem pretensões familiares como executivas, deve, obrigatoriamente, conter premissas como uma imagem apelativa, simultaneamente dinâmica e detentora de classe, elevada qualidade de construção e dos materiais, capaz ainda de garantir igualmente o necessário conforto a par de uma competência dinâmica acima da média.
Nada fácil de conseguir como é bom de ver.

Segurança desportiva

No cômputo geral pode dizer-se que a tarefa foi globalmente cumprida. O S60 dispõe efectivamente de um carácter dinâmico e de uma sensação de qualidade de construção bastante evidentes, embora não possa reclamar o habitáculo mais amplo da categoria. Apesar de tudo, é capaz de assegurar que dois adultos possam viajar no banco traseiro com bastante conforto e os ocupantes dianteiros encontram suficiente desafogo e ainda pequenos espaços em quantidade suficiente para a recolha de objectos pessoais. Destaque, neste campo, para a configuração da parte central da consola, que reserva atrás desta um lugar suplente mais escondido dos olhares.
Se quando apreciado do exterior o novo Volvo S60 denuncia uma imagem claramente desportiva, o interior e a posição de condução são capazes de acompanhar a mesma tendência. À vista, sem grandes alardes mas o necessário toque de modernidade, um bonito e funcional painel com os instrumentos necessários e um conjunto adicional de informações relacionadas com o equipamento de segurança. Sim. Porque se há característica que a engenharia sueca não deixa por mãos alheias é a da segurança e, por isso, o condutor pode contar com avisos (junto à parte interior dos retrovisores) para a presença de obstáculos no ângulo morto dos respectivos espelhos, sinais sonoros da transposição involuntária das linhas do pavimento ou indicadores visuais da aproximação ao veículo da frente, podendo até, se a função estiver activa, travar a marcha de modo automático.

Penta cilíndrico

Em termos dinâmicos, o S60 na versão ensaiada conta com os préstimos de uma unidade diesel de 5 cilindros. A configuração não é habitual nesta cilindrada, mas a verdade é que o motor deriva de um outro mais potente. O facto garante-lhe um funcionamento menos esforçado face aos 163 cv que reclama de potência, o que pode, a seu tempo, jogar a favor da fiabilidade.
Com um binário elevado imediatamente às 1400 rpm, o Volvo S60 consegue ser lesto, ajudado pela estrutura compacta e aerodinamicamente bastante cuidada. Uma frente afilada na zona central condiciona-lhe um pouco a visibilidade em manobra, mas em estrada e a devorar curvas, a agilidade do chassis e os préstimos de uma caixa bem escalonada (embora um pouco vaga da quinta para a sexta velocidade) retiram deste belíssimo motor dinamismo suficiente para o colocar na linha da frente no que concerne ao comportamento.
O preço, abaixo dos 40 mil euros para esta versão, é outra agradável surpresa, apesar de familiarmente estar condicionado por uma bagageira comedida (380 l) e carecer de pneu suplente, substituído por um kit anti-furo.
O consumo médio assinalado no computador de bordo após o ensaio foi de 7,5 litros, acima dos 5,3 (ideais) apontados pelo fabricante. Com o objectivo de se conseguir uma condução mais poupada, existe um indicador que assinala a mudança ideal para cada momento da condução.

Dados mais importantes
Preços desde37200 (1.6 GTDi)
38300 (D3)
Motor1984 cc, 5 cil/20 V, 163 cv às 2900rpm, 400 Nm das 1400 às 2850 rpm, common rail, turbo, geometria variável, intercooler
Prestações220 km/h, 9,2 seg. (0/100 km/h)
Consumos (médio/estrada/cidade)5,3 / 4,2 / 7,2 litros
Emissões Poluentes (CO2)139 gr/km
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Terça-feira, 21.12.10

Volvo V70 D3 2.0D (MY2011)



Raça, carácter, prestígio


É um prazer quase raro e um privilégio poder conduzir carros assim. Automóveis que, independentemente da sua forma e do fim a que prioritariamente se destinam, transportam em si um historial de qualidade, segurança e capacidade dinâmica. E que por tudo isto que acabou de se afirmar adquiriram (e fornecem) um estatuto que, esperemos, o futuro não venha a colocar em causa.

O Volvo V70 — o V significa carrinha e provém de "Van" — é um carro nobre. De facto as suas linhas não parecem estilisticamente muito arrojadas ou com contornos demasiado elaborados, mas é essa simplicidade vincada do traço que lhe confere raça. Carácter. E, definitivamente, que ajuda a impor o prestigio de que goza.

O interior acollhedor patenteia isso de uma forma ainda mais evidente. O design do painel de bordo é sóbrio, talvez até em demasia, mas quer a legibilidade como a funcionalidade não merecem reparos. A posição de condução, a facilidade de acesso e os quase 5 metros que tem de comprimento, garantem-lhe uma habitabilidade excepcional: há espaço em largura suficiente para que 3 adultos se alojem no banco traseiro e ninguém o regueatará também para colocar as pernas. Realce ainda para a mala, 575 litros de capacidade, principalmente pela qualidade dos apoios, revestimentos e compartimentos que permitem variar a sua configuração e acondicionar qualquer objecto com total segurança.
Carece, infelizmente, de pneu de reserva substituido por kit anti-furo.


Segurança máxima

Garantir a segurança máxima dos passageiros sempre foi um dos lemas mais importantes da Volvo. Este modelo dispõe por isso de airbags de grandes dimensões, assentos laterais traseiros que se elevam para acondicionar melhor os mais jovens e uma panóplia de ajudas à condução, como a detecção de objectos no ângulo morto dos retrovisores, aviso à transposição de traços contínuos e até um sistema que bloqueia algumas funcionalidades não vitais à condução, mas que, em andamento, podem afectar a concentração do condutor.
Mas o que justifica trazer agora para este espaço um carro lançado em 2007, porém actualizado este ano e por isso preparado para uma nova vida no mercado, é a disponibilidade deste novo e magnífico penta-cilíndrico diesel de 2,0 litros com 20 válvulas, concebido a partir do bloco 2.4D igualmente presente na gama. Muito menos anémico do que o seu antecessor e mais razoável do que o 1.6 D Drive, num carro que, vazio, pesa 1700 kg, (e quase 15 mil euros mais competitivo do que a versão que se lhe segue), a V70 D3 tem como caracteristicas uma potência generosa de 163 cv e, mais expressivo e importante do que isso, um binário de 400 Nm às... 1400 rpm!
Há ainda que referir que este motor consegue ser mais económico em estrada do que o seu antecessor — e esta é claramente uma versão com "pedigree" de estradista —, com reflexo positivo sobre as emissões de CO2. Ocorreu ainda uma melhoria das prestações.


Prazer supremo

Como é fácil de calcular por estes valores, esta versão é tudo menos monótona de conduzir. Ou se calhar não; é tão eficaz que até aborrece! Com uma caixa de seis velocidades brilhantemente escalonada, uma direcção precisa e correctamente assistida, o seu comportamento em estrada melhora bastante com a lotação completa. Isto porque o comprimento e a distribuição de pesos não favorece a traseira que, com carga, ganha mais apoio e tracção. No entanto, quer em curva quer até mesmo em manobra, facilmente o condutor se esquecerá das suas avantajadas proporções. É que aliado ao grande poder de manobra, a ampla superfície vidrada lateral e traseira, conferem à V70 uma excelente visibilidade em todas as direcções.
Com preços a partir de 46 mil euros, o consumo combinado de 5,5 garante, segundo o fabricante, uma autonomia superior a 1200 km. No entanto, a média do ensaio ficou ligeiramente acima dos 7 litros.

PREÇO, desde 46 000 euros (*) MOTOR, 1984 cc, 163 cv às 4000 rpm, 400 Nm das 1400 às 2850 rpm PRESTAÇÕES, 210 km/h, 9,9 seg. (0/100 km/h) CONSUMOS, 7,2/4,6/5,5 l (cidade/estrada/misto) EMISSÕES CO2, 144 g/km

(*) Acrescem despesas. Motor 1.6DRIVe com 115 cv, a partir dos 38000 euros

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