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PORTAL DO AUTOMÓVEL


Segunda-feira, 07.03.11

ENSAIO: Hyundai ix35 2.0 CRDi/184cv (4x4)

Apesar da tracção integral e de, no caso em apreço, bloqueio do diferencial e ajuda em declive, ao Hyundai ix35 4x4 faltam-lhe distância ao solo e suspensão à altura de transmitir confiança quando o piso se torna demasiado irregular. No primeiro caso, os cerca de 17 centímetros são escassos, no segundo, embora a suspensão tenha ganho firmeza nesta versão, não fica assegurada a integridade geral do conjunto. Não obstante o ix35 ultrapassou com distinção um percurso de terra mais ou menos firme e algumas poças de lama e a falta de tracção, quando se verificou, foi também culpa dos pneus de estrada que o equipam.


Os veículos conhecidos como SUV surgiram como uma alternativa mais “civilizada” aos tradicionais veículos de todo-o-terreno que começaram a popularizar-se na Europa em meados dos anos 80. Mais compactos e mais fáceis de conduzir, conservam algumas características intrínsecas como a tracção integral e, nalguns casos, as ditas “redutoras”, acrescentando conforto e muito mais equipamento do que os ditos “jipes” que, além de espartanos, sofriam ainda geralmente da falta de insonorização.
Não faltam os gadgets mais actuais
como a ficha para o i-pod
A vaga mais recente de modelos deste tipo vai ainda mais longe e fá-los aproximarem-se ainda mais das berlinas ditas familiares. Isto em desfavor das capacidades que poderiam ter para circular com as rodas fora do alcatrão e ultrapassarem obstáculos mais complicados.


Na estrada


Onde o ix35 mostra sem dúvida maior competência é no alcatrão. Aí revela-se bem mais à-vontade, sendo bastante despachado e até mesmo muito mais possante de dirigir do que a versão com apenas duas rodas motrizes. Não porque tenha circulado com tracção total, que é de engrenagem automática, antes porque uma suspensão mais firme inspira maior tranquilidade em velocidades elevadas e na abordagem de curvas. Sendo que isso não implicou qualquer concessão ao conforto. Bem pelo contrário; o conjunto balança menos e os bancos, com excelente apoio, ajudam em muito a amortecer as irregularidades do piso.
Ambiente luminoso. Existe indicador
que aconselha o momento certo
para trocar de mudança 
Deste motor, já conhecido da versão com duas rodas motrizes, pode afirmar-se que não desilude quaisquer expectativas. “Redondo” e com o binário numa faixa relativamente ampla de regime, só não corresponde mais fora do alcatrão e em inclinações significativamente acentuadas, devido às já referidas dificuldades de tracção. De resto, em estrada (ou fora dela desde que o piso seja aceitável), garante um bom desempenho. Em grande parte auxiliado por uma caixa de seis velocidades, precisa e bem escalonada, que faz o que pode para assegurar consumos médios não muito além dos 8 litros.


No interior


Quanto ao habitáculo, tanto a qualidade dos materiais como a funcionalidade denunciam a intenção de satisfazer gostos europeus. A escolha dos padrões e alguns revestimentos suaves no tablier, contrastam com a exiguidade do porta luvas (que beneficia do ar condicionado) e a dispersão de alguns comandos secundários.
Já a habitabilidade, em si boa e bem aproveitada face às dimensões compactas do conjunto (que mede menos de 4,5 metros), contempla uma mala relativamente ampla que alberga pneu e jante suplente igual às restantes e proporciona ainda mais algum espaço onde este se aloja.
Com a decisão de compra a ser em parte por gosto, em parte por capricho, o ix35 4x4 custa mais 8 mil euros do que a versão equivalente de tracção apenas a duas rodas. Embora os mais de 40 mil euros encontrem explicação nalgum acréscimo de equipamento, a fiscalidade portuguesa não perdoa. Ainda que, efectivamente, o ix35 4x4 seja mais pensado para mercados onde é mais assídua a condução sobre neve ou gelo e a tracção das 4 rodas se justifique por razões de segurança.



Ver AQUI mais impressões sobre este modelo, nomeadamente versão sem tracção total


A tracção é engrenada electronicamente. O bloqueio do diferencial e a ajuda do motor em descidas muito acentuadas são comandadas através de botões à esquerda do volante. Meio escondido atrás do volante está o botão que permite alternar entre as várias funções do computador de bordo.



LER AINDA A ESTE PROPÓSITO A SEGUINTE NOTÍCIA:

Alerta de leitor: Via Card classifica e cobra como classe 2, viaturas de Classe 1





Dados mais importantes
Preços desde39500 euros (*)
Motores
1995 cc, 184 cv às 4000 rpm, 383 Nm das 1800 às 3750 rpm. 16 V, common rail, turbo geometria variável, intercooler
Prestações
194 km/h, 10,1 seg. (0/100 km/h)
Consumos (médio/estrada/cidade)
6,1 / 5,4 / 7,2 litros
Emissões Poluentes (CO2)189 g/km
(*) Despesas de preparação, averbamento, transporte, pintura metalizada e SGPU não incluídos


DADOS TT:

Ângulo de entrada: 24,2º
Ângulo de saída: 26,9º
Ângulo ventral: 17º

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Quinta-feira, 13.03.08

ENSAIO: Kia Carens 2.0 CRDi EX com 7 lugares


QUEM a vê por fora, não a julga capaz de dispor de sete verdadeiros lugares. No entanto, as dimensões não diferem muito dos concorrentes mais directos com características idênticas de habitabilidade, Renault Grand Scénic ou Citroën Grand C4 Picasso. É pois o desenho equilibrado e muito harmonioso, de linhas vincadas e rectilíneas que lhe conferem também um ar de grande dinamismo, o principal responsável por essa impressão e que contribui ainda para atenuar o aspecto típico de um monovolume.


O SEGUNDO pensamento que me ocorreu, quando pela primeira vez senti esta nova geração, foi o quão distante ela se encontra, em termos estruturais, de alguma ingenuidade de construção da anterior e, em termos de conceito e funcionalidade, mais de acordo com uma imagem mais «europeia». A nova Carens confunde-se facilmente com uma station ligeiramente mais alta, proporciona bons índices de habitabilidade e, pela primeira vez, pelo menos no mercado nacional, uma lotação superior a cinco ocupantes. Os dois lugares traseiros são, como se vulgarizou, escamoteáveis e obtidos à custa do sacrifício da bagageira, passando esta a ser pouco mais do que simbólica. Mas o espaço para os ocupantes destes bancos não é assim tão desprezível e adultos podem viajar aqui com razoável conforto mercê da altura interior. O acesso também não é mau de todo. Única condicionante: a ausência de abertura dos vidros traseiros poderá desagradar em dias mais quentes, nada que o ar condicionado não resolva e este é, de resto, um óbice generalizado a toda a categoria.


BEM MAIS simples, mas também muito mais funcional, o painel de bordo desta nova geração prolonga-se na zona central, elevando e tornando mais confortável o manuseamento do manípulo da caixa de velocidades. Dividindo os dois lugares da frente, este prolongamento inclinado aproximou e tornou também mais fácil o acto de funcionar com os comandos do rádio e da climatização. Entre os bancos, um compartimento duplo sob o apoio de braços, no tablier e naturalmente no forro interior das portas, numa gaveta por debaixo do banco do passageiro dianteiro e até nas cavas das rodas traseiras, existem pequenos e muito funcionais pequenos espaços, incluindo, naturalmente, porta-copos.

Realço ainda uma bonita conjugação de dois tons de cor, tanto no tablier como no forro das portas. E se o faço é porque isto atenua a ausência de revestimentos suaves nestas zonas, se bem que os plásticos rígidos apresentem rigor no acabamento e na montagem.


NÃO É PORTANTO daqui, que provêm algum ruído que se sente no interior da Carens. O barulho, suportável e perfeitamente disfarçável pelo rádio, mas mais evidente em velocidades elevadas, é da responsabilidade do funcionamento do motor.

Com 140 cv, este propulsor diesel de 2,0 l é não apenas mais do que suficiente para a tonelada e meia de peso deste carro, como capaz de o levar a velocidades e acelerações bem interessantes. A unidade motriz, que serve outros modelos do grupo Hyundai, surge aqui coadjuvado com uma suave e precisa caixa de seis velocidades, e embora não apresente prestações de referência, isso deve-se às formas da secção dianteira que provocam ainda alguns ruídos aerodinâmicos em alta velocidade.

JÁ QUANTO a outro aspecto que, a par da habitabilidade, é igualmente muito importante, a Carens não desilude no conforto proporcionado pela suspensão. A taragem branda absorve bem as irregularidades e embora a compleição dos bancos não seja a ideal em termos lombares, o corpo também não se ressente grandemente em deslocações mais longas.
Muito estável em velocidade, essa brandura provoca apenas um ligeiro mas não constrangedor rolamento da carroçaria em curva, enquanto que a direcção, bastante assistida, lhe facilita as manobras de parqueamento mas retira alguma sensibilidade em auto estrada.
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PREÇO, desde 28800 euros MOTOR, 1991 cc, 16 V, 140 cv às 4000 rpm, 305 Nm das 1800 às 2500 rpm, turbo-compressor de geometria variável, intercooler CONSUMOS, 7,8/5,2/6,1 l (cidade/estrada/misto) EMISSÕES POLUENTES 163 g/km de CO2
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A CARENS é um carro muito fácil de conduzir, com boa visibilidade lateral e dianteira e a particularidade de dispor de um travão de mão accionável... com o pé! Razoavelmente espaçoso e muito funcional, proporciona um lote de equipamento que o torna uma opção bastante racional face ao preço a que é proposto. Condicionado à fiscalidade que incide sobre o motor de 2,0 l, a existência de um propulsor 1.6 CRDi que a marca dispõe, torná-lo-ia mais concorrencial no nosso mercado, mas apenas em termos de preço final. Este 2.0 CRDi consegue consumos médios em tornos dos 6,0/6,5 l, e dificilmente a unidade 1.6 faria melhor nesse aspecto.
Por causa dessa mesma fiscalidade, este monovolume tornou-se uma aposta mais forte da marca em Portugal, o que até aqui ocorria com a Carnival. Disponibilizada unicamente com este motor, a Carens também tem um só nível de equipamento, bastante completo e que, de fora, deixa apenas a pintura metalizada. Para além do que se possa imaginar de conforto e estilo, inclui ainda, por exemplo airbags de cortina para as três filas de bancos e controlo de estabilidade.
Resultado dos testes de colisão EURONCAP (2007):
http://www.euroncap.com/tests/kia_carens_2007/291.aspx

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