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PORTAL DO AUTOMÓVEL


Quinta-feira, 22.11.12

ENSAIO: Peugeot 508 RXH Hybrid4 SW

É, seguramente, um dos melhores modelos que este construtor francês concebeu nos últimos anos. E se já é tão agradável conduzi-lo na versão mais “pacífica” e acessível, fazê-lo nesta versão híbrida reforça ainda mais essa impressão. O que ela acrescenta é o sistema hibrido de que falámos aquando do ensaio ao Peugeot 3008 Hybrid4 - ou até ao Citroen DS5 -, a par de um conjunto de alterações capazes de permitirem melhor desenvoltura em estradas não pavimentadas ou sobre pisos mais escorregadios. A interpretação “allroad”, “alltrack” ou “all-qualquer-coisa” passa, deste modo, a ter um nome na Peugeot: RXH. (PROSSEGUIR PARA O TEXTO COMPLETO DO ENSAIO AO PEUGEOT 508 RXH SW HYBRID4)

 

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Segunda-feira, 21.05.12

ENSAIO: Peugeot 3008 HYbrid4


Com uma forma inédita e distinta, este “crossover” urbano faz a síntese entre uma carrinha familiar e um monovolume compacto. Recentemente, a gama foi enriquecida com uma versão híbrida, tecnologicamente mais evoluída do que as restantes. Mas a presença deste 3008 Hybrid tem passado algo discreta aos olhos do consumidor português. É fácil explicar o motivo: com um preço a partir dos 36 mil euros, são uns bons milhares de euros a mais do que a versão equipada com o motor diesel 1.6 de 112 cv…
Apesar da volumetria que apresenta, enquanto SUV ou “crossover” urbano, o 3008 apresenta uma forma mais elegante do que aquela de que dispõem alguns dos seus pares da concorrência.
Coube-lhe a honra de ser o primeiro carro de série do Mundo a dispor de tecnologia híbrida diesel, através da conjugação de um motor a gasóleo sobre o eixo dianteiro, com outra unidade motriz eléctrica a assegurar tracção das rodas traseiras.
Uma tecnologia posteriormente estendida a outra viatura do grupo PSA – o Citroen DS5 (ver AQUI) – e, mais recentemente, também utilizada pelo Peugeot 508 (ler AQUI o texto de apresentação deste modelo).
Contudo, nem o facto da utilização conjunta dos dois motores lhe garantir, de modo engenhoso, a tracção integral, ou de se tratar de um carro com motor 2.0 HDI, logo mais potente, parece torná-lo mais interessante aos olhos do consumidor português. Mesmo se esta versão consegue ser mais barata do que a anterior, somente equipada com este mesmo motor a gasóleo. É que, afinal, uns bons milhares de euros a menos é quanto custa o 3008 com motor a gasóleo 1.6, com consumos igualmente moderados (ver AQUI o resultado do ensaio a esta versão).

Factor integral

Contudo, a sua importância além-fronteiras assume outro sentido. Sobretudo em mercados onde a neve e o gelo recomendam o uso de veículos com tracção às quatro rodas e o preço final não depende do imposto que incide sobre a cilindrada, antes dos consumos ou das emissões.
Porque é isso que está em causa no 3008 Hybrid.
Convencional na sua forma de funcionamento, o motor diesel 2.0 com 163 cv não merece comentários adicionais ou separados do conjunto.
O sistema que acopla um motor eléctrico ao eixo traseiro é servido por baterias que se localizam atrás dos bancos e que, por causa disso, retiram espaço de mala: 377 litros em vez de 432 litros. As baterias são carregadas, em andamento, pela energia excedentária do motor térmico ou pela regeneração da que é produzida em desaceleração ou durante a travagem.
Uma afinada gestão electrónica e uma evoluída transmissão controlam automaticamente o processo, ora colocando o veículo a circular somente com um dos motores, ou pela acção conjunta de ambos (para saber mais sobre o funcionamento deste processo leia o TEXTO de apresentação do modelo).

Desempenho

Quanto ocorre o funcionamento simultâneo dos dois motores, além de um acréscimo significativo de força (400 Nm) e de potência (200 cv), o Peugeot 3008 HYbrid beneficia de tracção nas quatro rodas, adquirindo uma atitude mais segura e competente perante pisos de fraca aderência.
Embora este processo possa ser gerido automaticamente, o condutor tem a faculdade de escolher, através de um botão rotativo, o tipo de locomoção que pretende: somente em modo ZEV (totalmente eléctrico/emissões zero), Sport (reforçando o potencial dinâmico) ou 4WD para manter a tracção total.
Contudo, importante referir a fraca capacidade das baterias. Em condições normais, estas não permitem circular mais do que meia dúzia de quilómetros em modo eléctrico, provocando o arranque automático do motor diesel.
Por outro lado, apesar do bom binário do motor eléctrico, são apenas 37 cv para locomoverem mais de tonelada e meia.

Condução e consumos

Em termos práticos, o 3008 beneficia significativamente desse acréscimo de força e da capacidade de tracção. Nas estradas portuguesas, o último factor será certamente mais perceptível sobre piso molhado. Já o reforço do binário assume maior relevo nas recuperações, em trajectos sinuosos ou nas ultrapassagens, momentos em que o 3008 Hybrid4 faz realmente a diferença sobre os demais.
Mas é importante não esquecer que, à frente, temos um motor térmico com 163 cv ou que a potência máxima do conjunto é sempre distribuída pelos dois eixos.
Contudo, aquilo sobre o qual recai maior interesse é a economia de consumos. Com jante 16 (99g) ou 17 polegadas (104g), a Peugeot homologou esta versão para médias em torno dos 4,0 litros, consoante a altura dos pneus que a equipem..
Após algumas centenas de quilómetros de ensaio misto, o computador de bordo registava 5,1 litros. Mais económico, sim senhor, mas não significativo.
Outro benefício retira das emissões. A homologação com valores que oscilam entre 99 e as 104 g/km permite-lhe importantes vantagens fiscais no momento da compra. Tanto assim é que, esta versão, consegue ser 6000 euros mais barata do que a equivalente só com o motor diesel 2.0 HDI.
Por fim, as principais diferenças interiores deste modelo para os restantes dizem respeito aos comandos da transmissão e às informações sobre a utilização dos motores e sobre o estado de carregamento das baterias, quer no painel de instrumento, quer no painel que também serve o sistema de navegação.
Além da já referida redução da capacidade da bagageira que, ainda assim, mantém formas esquadradas e conserva muita da sua funcionalidade. Nomeadamente a dupla abertura horizontal, que prolonga para o exterior uma pequena plataforma de acesso ao nível do piso.

Dados mais importantes
Preços (euros) desde36 090 Hybrid4 99 g/38.090 104 g
Motores- Diesel: 1997 cc, 16 V, 163 cv cv às 3850rpm, 300 Nm às 1750 rpm
- Eléctrico: 37 cv, 200 Nm a partir das 0 rpm
Prestações191 km/h, 8,5 seg. (0/100 km/h)
Consumos (médio/estrada/cidade)3,8 a 4,0 / 3,7 a 3,9 / 3,9 a 4,1 litros
Emissões Poluentes (CO2)99 a 104 gr/km (jante 16 e jante 17)

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Domingo, 20.05.12

Os carros de Monsieur Président

Características técnicas e mecânicas conferem ao Citroën DS5 Hybrid4 o privilégio merecido de ser embaixador da capacidade inventiva e tecnológica da indústria automóvel francesa.
Não admira, portanto, que François Hollande o tivesse escolhido para descer os Champs-Elysées, em Paris, após a tomada de posse como novo Presidente da República Francesa.

Com o Arco do Triunfo em fundo, Holland agradeceu à multidão que o saudava ao longo do percurso até à sede do governo. Ia a bordo de uma versão adaptada “à medida” para a ocasião, já que, de origem, o Citroën DS5 não dispõe de tecto de abrir.
Sarkozy, que cede o lugar no Eliseu a Hollande, era adepto da Peugeot. Ao contrário do vanguardista DS5, o Peugeot 607, utilizado por Nicolas para fazer o mesmo percurso em 2007, dispunha de um motor V6 a gasolina. Sendo assim, o 607 Paladine jamais conseguirá ser tão poupado como o DS5 Hybrid4 consegue ser, já que o carro da Citroën alia um motor a gasóleo a um outro eléctrico acoplado às rodas traseiras.

Uma marca de sorte?

Além de um eventual propósito ecologista, a intenção de Hollande foi a de transmitir uma imagem de modernidade e mudança, a mesma que pretende para a sua governação. Fica por saber se ela é dirigida ao seu vizinho e, até agora, parceiro do Eixo – triste designação para um entendimento entre dois países que estiveram em campos opostos na última guerra… - se à restante Europa, ansiosa por uma alteração do rumo imposto pelo eixo franco-alemão.
Os gostos do carismático Presidente Francês Charles de Gaulle, símbolo da resistência francesa ao nazismo durante a Segunda Guerra Mundial, foram também sempre para um modelo igualmente revolucionário da marca do “deux chevron”: o CitroënDS19, entre nós vulgarmente conhecido como “boca de sapo”.
Entre outras coisas, certamente, como muitos outros condutores e passageiros, o general De Gaulle terá apreciado a suspensão inovadora de que dispunha o DS e que foi responsável pela aura de conforto e segurança deste modelo.
Indefectível apaixonado do DS, que utilizaria ao longo de todo o seu mandato, foi a bordo de um deles que De Gaulle escapou incólume do atentado do Petit Clamart, em 1962.
Curiosamente, no mesmo dia em que foi empossado, Holland escapou de um acidente aéreo quando o avião em que seguia para a Alemanha foi atingido por raio.

A escolha de presidentes anteriores

Talvez porque, em diversas fases da sua história, a marca do duplo “V” invertido foi capaz de conceber diversos carros ousados e vistosos à época, coube-lhe a honra de ser uma das marcas mais utilizadas pelos presidentes franceses.
Nas mais variadas ocasiões, ao serviço dos anteriores inquilinos do Eliseu estiveram um mais clássico e conservador Citroën C6 e um espampanante mas presidenciável Citroën SM, desenhado em conjunto com a Maserati. Este último carro, vastamente utilizado aquando da visita a França de governantes estrangeiros, seria partilhado por Jacques Chirac e pelo seu antecessor Georges Pompidou.
O socialista François Mitterrand teve ao seu serviço um Citroën CX.
Além do Peugeot 607 de Sarkozy, carros de outras marcas franceses ocuparam as garagens da residência oficial do presidente da República Francesa. Nos tempos mais recentes o anterior presidente foi bastante fiel ao Renault Vel Satis. Mas, da marca do losango, também por lá se viram Renault 25 e 30. Giscard d'Estaing dividiu com François Mitterrand um Peugeot 604 e, com o mesmo símbolo do leão estampado na grelha, um 508 continua ao serviço da República Francesa.


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