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PORTAL DO AUTOMÓVEL


Segunda-feira, 19.04.10

ENSAIO: Kia Venga 1.4 CVVT/90 cv

Maior por dentro do que à primeira vista parece por fora, o Kia Venga é a mais recente aposta para o segmento dos monovolumes compactos de uma cada vez mais surpreendente Kia. Para quem julga tratar-se apenas de mais um citadino, esclarece-se que, apesar dos seus pouco mais de quatro metros de comprimento, o Venga oferece largura bastante e uma conjugação de espaço interior capaz de surpreender os mais cépticos.


A qualidade de construção, sem deslumbrar, aparenta solidez e cuidado nos acabamentos. E tanto pela ergonomia dos comandos como pela quantidade e forma dos compartimentos interiores, este Kia demonstra um cuidado aproveitamento do espaço e uma vontade de tornar fácil e acessível a sua condução.
Traz com ele um conjunto de soluções tecnológicas a que a marca já nos habituou, como entradas para fontes de som extra e será mesmo possível optar por um tecto panorâmico duplo, em vidro.


Artifício inteligente


Os assentos, colocados em posição elevada, ajudam a incrementar a sensação de desafogo, porque as pernas precisam de menos espaço e os pés encaixam-se melhor por debaixo dos bancos dianteiros. A altura a que os ocupantes se encontram contribui para acentuar a impressão de adorno em curva, apesar de dispor de uma suspensão mais firme que nem sempre consegue disfarçar as irregularidades da estrada.

A capacidade da bagageira varia entre os 314 e os 570 litros, devido ao facto de os bancos traseiros (assimétricos) correrem sobre calhas ao longo de 13 cm. A mala, simples e sem bolsas laterais, oferece tomada de corrente e duas posições para colocação da chapeleira, o que ajuda a nivelar o piso quando se rebate o banco traseiro. A versão ensaiada não dispunha de pneu suplente, somente de um "kit" de reparação.


Condução prática

Apelando a uma condução bastante fácil e muito – mas mesmo muito – prática, o Kia Venga está disponível a partir de cerca de 16 mil euros com um motor a gasolina de 90 cv. Este conjunto mostrou sempre muita desenvoltura, mesmo quando em lotação máxima, embora com alguma natural relutância perante percursos inclinados. É possível estabelecer médias de estrada em torno dos 6,5l, embora na cidade estas ultrapassem facilmente os 8,0 litros, apesar do sistema "stop & go" e de se cumprirem as indicações constantes no painel de instrumentos, aconselhando a mudança mais correcta para o momento. Gostei particularmente do funcionamento da caixa de velocidades, bem sincronizada, e de uma direcção leve, bastante cómoda em manobra. No que respeita à visibilidade, há que ter em conta dois aspectos: uma dianteira abrupta que às vezes engana e uma largura até aos espelhos pouco habitual nesta classe.

PREÇO, desde 16000 euros MOTOR, 1396 cc, 90 cv às 6000 rpm, 137 Nm às 4000 rpm, 16V CONSUMOS, 6,8/5,3/5,9 l (cidade/estrada/misto) EMISSÕES POLUENTES, 136 g/km de CO2

Oferta nacional

Outro motor com cilindrada semelhante e potências de 75 (5 velocidades) ou 90 cv (6 vel.) reclamam uns mais apetecíveis 4,5 l de média no consumo... de gasóleo. Mas para lá chegar há que acrescentar 2000 ou 3000 euros, consoante a versão. É preciso contudo realçar que englobam mais algum equipamento, sendo que a variante mais cara (TX) já contém pneu suplente, embora fino.

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Segunda-feira, 29.06.09

Kia Cee’d S Coupe 1.4 CVVT ISG EX

Fintar a crise

Numa altura em que o preço dos combustíveis e o ambiente estão na ordem do dia, utilizar os dois para justificar uma versão que contribua para dinamizar as vendas num sector que não conhece os seus melhores dias é sempre uma boa ideia…

Venham as boas notícias, que das más já estamos todos um pouco cansados! Ora é o preço dos combustíveis que torna a subir, ora é por causa da poluição automóvel que o ambiente na Terra está pior… Como se já não bastasse, paira por aí uma crise económica e de confiança que parece ter vindo para ficar mais tempo do que todos nós certamente gostaríamos, levando a que as vendas de automóveis em quase todas as economias ocidentais estejam a cair a pique.
Contudo, quando quase tudo parece jogar contra, eis que se aplica aquela velha máxima que diz que é em tempo de crise que surgem as boas ideias e se fazem bons negócios. Isto tudo para dizer que a reboque de políticas fiscais tendentes a beneficiar os veículos menos poluentes, alguns construtores apressaram-se a criar versões que recorrem a alguns truques para, no final e em situações muito particulares, apresentarem um nível médio de emissão de CO2 mais baixo. O que as torna mais baratas.



Economizar

A fórmula é simples: oferecer ao consumidor, por um preço mais baixo que se deve a uma menor carga fiscal, um carro que, ainda por cima, anuncia ser capaz de andar mais quilómetros por menos dinheiro. Parece bom negócio, não é?

Na realidade é. Mesmo que na prática algumas premissas não funcionem exactamente como são anunciadas no papel. Mas se tivermos em linha de conta que por causa do sistema que tem instalado consegue ser nalguns casos mais barato, e ainda por cima vem com mais equipamento, outros valores se levantam.

Para isso ser possível, e não tendo o grupo coreano ainda desenvolvido um sistema próprio, recorreu à Bosch e instalou um cada vez mais vulgar "stop and go". Para quem está menos familiarizado, trata-se de uma tecnologia que faz o motor desligar, por exemplo em semáforos ou em situações de engarrafamento e arrancar rapidamente mal é pressionado o pedal da embraiagem.

Existem também pneus de baixo atrito, mas, na prática, é preciso andar muito em cidade ou em filas de trânsito para verificar alguma diminuição nos consumos.

O bom de tudo é que o temos ainda direito a uma bateria com maior capacidade, um motor de arranque reforçado e um alternador que só carrega quando para isso não tem que sobrecarregar o funcionamento do motor.

Até porque as capacidades da motorização 1.4 a gasolina e o escalonamento da respectiva caixa de cinco velocidades, apelam a uma condução tranquila se a intenção é realmente controlar os consumos; há potência, sim senhor, mas o binário está algures lá em cima, nas 5000 rpm, e quem desejar encontrá-la ou deixar-se tentar por explorar a boa arquitectura comportamental do conjunto, bem pode começar a penitenciar-se pelo (mau) ambiente que poderá deixar aos netos!

Quem não gostar ou achar desnecessário o seu uso, porque a média geralmente não abandona os 8 litros, existe sempre a possibilidade de desligar o sistema.



Projecto europeu


No restante e não é pouco, o conjunto Cee'd revela a importância de um projecto nascido na Europa para agradar a europeus: uma estética terrivelmente sedutora no caso concreto do "3 portas" — designado "S Coupe" em Portugal ou "pro_Cee'd" noutros mercados —, e um interior funcional, que beneficia do espaço que a boa largura e a elevada distância entre os eixos lhe proporcionam.

Acresce uma qualidade de materiais e de acabamentos ao nível dos padrões actuais.

Conduz-se e manobra-se bem, se bem que a visibilidade seja condicionada, nalguns ângulos, devido, por exemplo, à volumetria dos pilares dianteiros e dos próprios retrovisores. A ergonomia é boa, a funcional e a respeitante ao conforto proporcionado pelos bancos, que oferecem bom apoio para o corpo mas que pecam por necessitar de novos ajustes depois do acesso aos lugares traseiros. Os 340 litros de capacidade da mala são possíveis devido a um pneu de emergência fino.

A segurança, característica «cara» ao consumidor europeu, também não foi descurada, contendo de série seis airbags que ajudaram o Kia Cee'd a conquistar a classificação máxima nos testes de colisão Euroncap, ou até mesmo as 4 estrelas em 5 no que concerne à protecção de crianças.

A gama oferece uma garantia de 7 anos!

PREÇO, desde 18340 euros

MOTOR, 1396 cc, 109 cv às 6200 rpm, 137 Nm às 5000 rpm, 16 válvulas CONSUMOS, 7,0/5,0/5,8 l (extra-urbano/combinado/urbano)

EMISSÕES POLUENTES 137 g/km de CO2

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