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PORTAL DO AUTOMÓVEL


Sexta-feira, 03.06.11

ENSAIO: Hyundai ix20 Blue 1.4 CRDi Style/90cv

O Hyundai ix20 é um dos melhores automóveis citadinos com ambições familiares actualmente disponíveis no mercado português. A sua forma compacta beneficia a facilidade de condução, mas as dimensões exteriores escondem uma habitabilidade surpreendente, reforçada pela modularidade do banco traseiro. Mas não só. A qualidade superior de construção e uma oferta suficientemente ampla de motores e equipamento, capazes de contentarem múltiplos interesses e vontades, permitem ao ix20, disponível a partir dos 15 mil euros na versão a gasolina e 18 500 com a motorização a gasóleo, contribuir para a consolidação da boa imagem de marca que a Hyundai já dispõe em Portugal e um pouco por toda a Europa.

Fabricado na República Checa e concebido a pensar no mercado europeu, o ix20 é um monovolume compacto que disponibiliza uma excelente habitabilidade, bons acessos, grande capacidade da mala e motores equilibrados para a categoria.
Obviamente que estas considerações sobre a habitabilidade estão relacionadas com as dimensões exteriores: apenas 4,1 metros de comprimento por cerca de 1,75 de largura. Esta última dimensão, a par da modularidade do banco traseiro, que corre sobre calhas, permitem ao pequeno ix20 ombrear em espaço com alguns familiares médios, proporcionando ainda uma mala que pode chegar aos 440 litros.
A bagageira contempla a possibilidade de fixar a chapeleira em mais do uma posição. Sob o piso, existe um pneu suplente de dimensões reduzidas.

Jovem e tecnológico


Em geral, a qualidade de construção é muito satisfatória. Não apenas os materiais aparentam solidez, como denota um grande cuidado nos acabamentos e na funcionalidade. Quer seja através da colocação dos comandos, acessíveis e intuitivos, como pela disponibilidade de pequenos espaços, em número suficiente, para os ocupantes da frente.
Existem as habituais ligações para entradas auxiliares de som e porta USB. Pode levar sistema de navegação e uma câmara traseira com visualização neste ecrã. Ou, como acontece noutros modelos do grupo, a visualização das imagens captadas por esta câmara são visíveis numa parte do espelho interior.
Atrás o espaço é francamente bom para a colocação das pernas. Mesmo 3 ocupantes, desde que não muito avantajados, poderão fazer a viagem com relativo conforto. Não apenas porque a largura é boa para a classe a que pertence o Hyundai ix20, mas efectivamente por obra da deslocação longitudinal do respectivo banco e do facto de não existir túnel central.



Conforto e condução

No capítulo da comodidade, apenas me desagradou a volumetria exagerada dos encostos de cabeça dianteiros. Isto condiciona uma melhor postura do condutor e acompanhante.

A jovialidade das linhas e do conceito, bem como a luminosidade do interior eram reforçadas, no modelo ensaiado, pela existência de um tejadilho duplo e panorâmico em vidro. Uma protecção retráctil em rede protege os ocupantes do sol.
Já em matéria de condução, o Hyundai ix20 proporciona, com esta versão diesel de 90 cv, um motor relativamente económico e com alguma capacidade de aceleração.
Há que dizer que não se trata de um carro leve. O ix20 pesa em vazio quase tonelada e meia e, apesar do trabalho aerodinâmico, o conjunto apresenta alguma altura. Por outro lado, a caixa de velocidades denota preocupações de economia, que se reflectiram num consumo médio, no final do ensaio, de 6,2 litros.
Não é mau mas também não espanta demasiado.

Motor momentaneamente “puxado”

É verdade que quando se anunciam 90 cv se espera poder puxar um pouco mais do que na variante, do mesmo motor, de apenas 75. Mas quando se olha para a própria tabela de características fornecida pelo construtor, descobre-se que os restantes valores são muito idênticos. É que o acréscimo de potência é pontual e momentâneo, acabando por não se reflectir por ai além sobre o seu desempenho.
Todas as versões, exceptuado a equipada com o motor a gasolina 1.6, são “Blue Drive”. Encontram-se portanto dotadas do sistema “stop & go”, pneus de baixo atrito e um conjunto de alterações com vista a reduzir consumos e emissões. Que conferem ao modelo uma postura ainda mais familiar, de acordo com a sua real vocação.
Vocação também denunciada pelo seu comportamento. Efectivamente, o ix20, é um carro agradável de conduzir, com uma excelente caixa de seis velocidades e bastante cómodo de manobrar. Possui agilidade, ligeireza de manobra e ainda proporciona muita visibilidade graças à ampla superfície lateral vidrada. Potenciada, quando é o caso, pela existência de sensores e da câmara traseira com imagens no retrovisor.
É um facto que adorna um pouco em curva, sensação acentuada pela colocação um pouco mais elevada dos bancos. Mas não oferece preocupações no que toca à estabilidade e, de um modo geral, a suspensão revela-se bastante competente. Quer no que concerne ao comportamento como quanto ao conforto que realmente proporciona aos ocupantes. Há apenas que contar com algum ruído do motor em determinados regimes.
Mais informações e impressões sobre este modelo ou sobre versões do Kia Venga, marca que também faz parte do grupo Hyundai, podem ser encontradas nos links abaixo.

* APRESENTAÇÃO: Hyundai ix20
* ENSAIO: Kia Venga 1.4 CRDi EcoDynamics
* ENSAIO: Kia Venga 1.4 CVVT/90 cv



Dados mais importantes
Preços da versão Style c/90 cv22 750 euros (*) 
Motor
1396 cc, 16 V, 90 cv às 4000rpm, 220 Nm das 1750 às 2750 rpm, turbo, intercooler com injecção common rail
Prestações
167 km/h, 14,5 seg. (0/100 km/h)
Consumos (médio/estrada/cidade)
4,3 / 4,2 / 4,7 litros
Emissões Poluentes (CO2)114 gr/km

(*) acrescem Despesas de preparação, averbamento, transporte, pintura metalizada e SGPU)


Mais modelos Hyundai recentemente ensaiados:

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Quarta-feira, 09.06.10

Kia Venga 1.4 CRDI ECODynamics

Ecológico q.b.
A componente ambiental da versão é garantida pela moderação dos consumos, mas isso acaba por se reflectir bastante no seu desempenho dinâmico.
Tomei pela primeira vez contacto com este pequeno monovolume coreano, numa versão equipada como motor a gasolina 1.4 que, por razões sobejamente conhecidas, não será a mais apelativa para o mercado nacional.
Só agora me foi dada a oportunidade de ensaiar a variante mais económica de um novíssimo motor diesel do poderoso grupo Hyundai (actualmente 4.º ou 5.º a nível mundial), do qual a Kia faz parte. Trata-se de um pequeno bloco 1.4 que, na versão de 75 cv (existe uma outra com 90 cv) e dotado de tecnologia "stop & go", pneus de baixo atrito e indicador da mudança mais correcta para o momento, tem como objectivo assumido garantir baixos consumos e reduzir as emissões poluentes.
Ora se pelo menos para efeitos fiscais esse desígnio foi cumprido, em termos práticos, mesmo praticando uma condução mais defensiva, é difícil senão mesmo impossível, conseguir cumprir os consumos anunciados pelo fabricante.

Em grande parte porque uma caixa de cinco velocidades longa obriga a constantes trocas para evitar perder ritmo de andamento. Esta versão do Venga não é propriamente despachada e quando lotado necessita de algum espaço para atingir alguma desenvoltura em estrada.
Papel duplo
Em contrapartida, e isso já constatara na versão a gasolina, o Kia Venga está a meio caminho entre um utilitário e um monovolume médio. Não sendo muito longo mas valendo-se de uma largura aceitável, o espaço proporcionado na parte traseira surpreende pela positiva, com a capacidade da mala a superar os 500 litros graças à possibilidade de movimentar o assento traseiro.
Por todo o habitáculo há grande preocupação num aproveitamento correcto do espaço, oferecendo também alguns extras bastante jovens e actuais como entradas auxiliares de som. Boa qualidade de construção, uma disposição racional dos comandos, ergonomia, funcionalidade e uma certa jovialidade, são algumas características do seu interior.
Em matéria de comodidade há que referir uma insonorização aceitável e uma suspensão razoavelmente bem equilibrada entre as necessidades de conforto e as exigências do comportamento. O Kia Venga – e esta proposta em particular – é um carro pleno de duplicidades: na economia, em termos de preço e de consumos, e na função, pois tanto se revela competente nas funções de um citadino, como capaz de assumir um papel mais familiar graças ao espaço e versatilidade que proporciona.
PREÇO, desde 18300 euros MOTOR, 1396 cc, 75 cv às 4000 rpm, 220 Nm das 1750 às 2750 rpm, 16V CONSUMOS, 5,2/4,0/4,5 l (cidade/estrada/misto) EMISSÕES POLUENTES, 118 g/km de CO2

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Segunda-feira, 27.07.09

Hyundai i20 1.4 CRDi Comfort/90cv

Aprovado!

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Muitos devem ter sido já os que se cruzaram com a publicidade a este carro: "20 valores a…". Por ser bastante exigente não lhe atribuo a nota máxima, o que não impede que o "passe" com distinção!

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“Passar”, neste caso, assume um duplo significado. O i20 não apenas reúne um conjunto certo de predicados capazes de cativarem quem procura um carro do segmento dos utilitários como, pelo espaço proporcionado e pelas características que apresenta, satisfazer num uso mais intenso e familiar.
O substituto do bem sucedido Hyundai Getz, produzido a pensar no mercado europeu, cresceu face ao seu antecessor. Em comprimento e em largura e isso nota-se, conseguindo ainda ter um habitáculo mais adulto, com linhas mais pronunciadas e de aspecto robusto.
O espaço traseiro é dos melhores do segmento, graças ao aumento em quase 10 cm da distância entre os eixos, e até mesmo a capacidade da mala, com quase 300 litros, não desilude. A qualidade interior, apesar de predominantemente dominada por plásticos mais rígidos, não esconde acabamentos cuidados e muita preocupação com a insonorização face ao ruído desta unidade diesel.
O habitáculo é ainda extraordinariamente funcional, agradando pelo desenho moderno, agradável e prático, disponibilizando pequenos espaços em número suficiente e ligações para fontes de som externas

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Novo motor

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Nestes aspectos, praticamente nada difere face à versão 1.2 a gasolina, referenciada neste espaço há algumas semanas. Mesmo uma suspensão que parece mais firme — ou isso deve-se a pneus maiores e com perfil mais baixo — não alteram substancialmente o conforto, que beneficia, em muito, de bancos dianteiros bastante ergonómicos.

É pois o novo motor a gasóleo que o i20 teve "a honra" de ser o primeiro a receber, que justifica a análise desta semana. Precisamente na sua variante mais potente, já que existe uma outra de 75 cv. Uma diferença de preço de apenas 1000 euros, faz com que me atreva a afirmar que será esta quem deverá despertar maior interesse.

Mais interesse deverá despertar ainda, quando ficar disponível uma versão "ecológica" denominada "i-blue" (ver mais abaixo)

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Fácil de levar

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Mesmo assim, a verdade é que este Hyundai i20 com 90 cv se evidencia bastante económico. A sua caixa de cinco velocidades permite-lhe explorar bem a oferta de binário, melhorando também bastante o comportamento em face da versão mais modesta a gasolina.
Um desempenho mais exigente e obviamente um preço superior, fazem com que venha equipado com um conjunto pneumático mais condizente e isso faz toda a diferença.
Embora mantenha a opinião de que se trata de um carro pouco dado a gerar grandes emoções durante a sua condução, a sua posição de condução é facilmente capaz de criar empatia com quem a ocupa. Isto porque tanto em termos de visibilidade como atrás referi, em termos de funcionalidade, o Hyundai i20 foi concebido para ser um “carro fácil”. Fácil de deixar-se levar, fácil de conduzir e principalmente fácil de manobrar, capaz de agradar a um público muito vasto que o procure com os mais diversos objectivos.

PREÇO, desde 18 450 euros

MOTOR, 1396 cc, 90 cv às 4000 rpm, 220 Nm das 1750 às 2750 rpm

CONSUMOS, 5,5/3,8/4,4 l (cidade/estrada/misto)

EMISSÕES CO2, 116 g/km (combinado)

Este símbolo representa na Hyundai modelos concebidos a pensar na poupança: do ambiente, com emissões poluentes mais baixas, e da carteira dos seus proprietários, por beneficiarem os consumos. As duas coisas directamente relacionadas, claro.
No caso deste “i20”, a versão “i-blue”, que apenas deverá surgir em 2010, será equipada com este mesmo motor, uma caixa de seis velocidades, sistema “stop & go” da Bosch, alterações na altura e na carroçaria de modo a proporcionar um maior fluxo aerodinâmico e pneus de baixo atrito. Reivindica emissões combinadas de apenas 99 g de CO2 por km e um gasto médio abaixo dos 4 litros.
No fundo, as mesmas alterações já introduzidas no Hyundai i30, carro e carrinha, entretanto disponível na versão a gasolina 1.4 e futuramente no motor diesel 1.6 CRDi. Graças a esta tecnologia e aos melhoramentos também efectuados na gestão do motor, atenuando igualmente os atritos mecânicos, é conseguida uma redução percentual nos valores de consumo e de emissões próximo dos 10 por cento.
Contudo, apesar de toda a importância que a componente ambiental nos obriga a ter cada vez mais em conta, para bem do futuro da Terra, a verdade é estas medidas de contenção ocorrem porque na maioria dos países ocidentais vigora um sistema de incentivos para a compra de viaturas menos poluentes, quer através da redução de impostos na aquisição, como, posteriormente, nos impostos anuais de circulação.

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