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PORTAL DO AUTOMÓVEL



Domingo, 26.01.14

Grupo Salvador Caetano alarga presença em África


O grupo automóvel português, através da Salvador Caetano Africa, ganhou a representação e venda de modelos Renault em 7 países africanos com população total de cerca de 200 milhões de habitantes. Serão criados dois pólos de distribuição. Um deles ficará sediado em Moçambique, sendo responsável por desenvolver a marca nesse país, assim como na Zâmbia, Zimbabwe e Malawi. O segundo pólo terá a base no Quénia e, para além desse mercado, será também responsável pela implementação da Renault na Tanzânia e no Uganda.

"É nossa intenção iniciar vendas em Moçambique e no Quénia em Maio do próximo ano e na Zâmbia, Zimbabwe, e Tanzânia um mês mais tarde, ou seja, em Junho de 2014. A nossa presença no mercado do Malawi e Uganda terá lugar apenas em Janeiro de 2015." - refere Miguel Ramos, Administrador do Grupo Salvador Caetano. (LER MAIS)

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Quinta-feira, 27.12.12

Desenvolvimentos da Aliança PSA Peugeot Citroën e General Motors: veículos em comum, novos motores e unidades industriais em mercados emergentes

 

Na sequência do acordo cujos pormenores podem ser vistos neste texto, os dois construtores confirmaram que a sua Aliança Estratégica Global irá inicialmente abranger três projectos comuns de desenvolvimento de plataformas de veículos e a criação de uma organização conjunta de compras. Revelaram ainda a intenção de desenvolverem em conjunto uma próxima geração de pequenos motores a gasolina, económicos e de alta performance, bem como novos projectos de veículos e de iniciativas industriais na América Latina e noutros mercados emergentes. (PROSSEGUIR PARA A NOTÍCIA COMPLETA SOBRE O ACORDO ENTRE O GRUPO PSA E A GENERAL MOTORS)

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Terça-feira, 06.03.12

ANÁLISE: A aliança PSA/General Motors, outros exemplos e razões para acontecer

Em tempo de crise juntam-se esforços e concertam-se energias. O grupo francês PSA, detentor das marcas Peugeot e Citroën, e o gigante americano General Motors anunciaram a criação de uma Aliança estratégica mundial que assenta em dois pilares principais: partilha de plataformas de veículos, componentes e módulos e a criação de uma “joint-venture” de compras à escala mundial (para produtos e serviços), com um volume de compras combinado de 125 mil milhões de dólares. Trata-se de um movimento vulgar no sector automóvel que recrudesce em tempos de crise.

A General Motors, que esteve à beira da falência no rebentar da bolha económica nos EUA e foi salvo da falência pela injecção de dinheiros públicos, e o prestigiado construtor francês continuarão, contudo, a comercializar veículos de modo independente e de acordo com a sua própria política comercial.
A GM (Opel, Chevrolet, Vauxhall, Buick e Cadillac, entre outras) foi, ao que tudo indica, o grupo construtor que mais vendeu em 2011, beneficiando dos problemas da Toyota derivados do terramoto que assolou o Japão e das graves cheias na Tailândia, em 2011.
O grupo francês é o segundo maior grupo construtor inteiramente europeu e a produção acumulada para as duas marcas permite que se mantenha regularmente entre os 10 maiores fabricantes mundiais de veículos.
No âmbito deste acordo, a General Motors entra em 7% do capital e torna-se no segundo maior accionista da PSA Peugeot Citroën, atrás do grupo da família Peugeot.

Objectivos imediatos e futuros

Trata-se de um acordo benéfico para ambas as partes. Para os franceses permitirá a entrada de recursos financeiros e o acesso ou o reforço da presença em mais mercados, nomeadamente os emergentes, além de uma importante economia de escala. Mas para os americanos, este acordo importa também pelo acesso ao desenvolvimento técnico que a mecânica francesa representa no segmento dos motores diesel e na tecnologia de controlo das emissões poluentes e das energias alternativas.
Por isso, a partilha de plataformas permitirá aos dois grupos desenvolver aplicações à escala mundial e implementar programas de novas concepções a custos significativamente mais reduzidos. Numa fase inicial, a PSA Peugeot Citroën e a General Motors desejam concentrar-se nos veículos particulares de passageiros, nomeadamente nos segmentos de pequeno e médio porte, nos monovolumes e nos «crossovers».
Posteriormente, os dois parceiros pretendem desenvolver, em conjunto, uma nova plataforma para veículos com baixas emissões de CO2. Os primeiros automóveis produzidos com esta plataforma conjunta começarão a ser comercializados em 2016. Nos termos do acordo, a PSA Peugeot Citroën e a General Motors deverão partilhar um certo número de plataformas, módulos e componentes numa base mundial.

Outros exemplos de união

Este tipo de “encontro de vontades” não representa nada de inédito e é muito semelhante aquele que, num tempo bem recente, foi firmado entre a também francesa Renault (curiosamente, em meados dos anos 80, a empresa também foi ajudada economicamente pelo governo francês) e a japonesa Nissan.
Nos tempos que correm, muito poucos são já os fabricantes automóveis que agem inteiramente sozinhos. Se é que ainda existem!
Por isso, ao longo da história do automóvel são vários os exemplos de união e partilha de esforços, quer na concepção de modelos como do seu fabrico. Ou até a aquisição de empresas, dando posteriormente lugar, ou não, ao desaparecimento das marcas. Trata-se de um movimento que geralmente ocorre em alturas de crise económica, como aquele que há cerca de uma década aconteceu na Coreia e que levou à formação do grupo Hyundai/Kia, actualmente o quarto maior em volume de produção.
A General Motors foi detentora da marca sueca Saab, comprada em 1990 e vendida a um grupo económico em 2010. Actualmente em processo de insolvência resta-lhe a esperança de poder ser adquirida por um grupo construtor chinês, a exemplo do que aconteceu com a também sueca Volvo. Aliás, empresas chinesas são detentoras de outras marcas europeias com grande historial, como é o caso da Rover.
O grupo Fiat (Fiat, Alfa Romeo, Lancia e Ferrari, entre outras) foi outra empresa que, depois de ultrapassar momentos de dificuldade, consolidou recentemente o seu crescimento económico com a aquisição da maioria das acções da construtora americana Chryler (Chrysler, Dodge, Jeep…). Curiosamente, em 1998, este centenário construtor americano (que na Europa comercializou as marcas Sunbeam, Singer, Hillman e Simca, por exemplo), deu lugar à então maior aliança da história automóvel, quando se uniu com a conceituada Daimler-Benz, fabricante dos prestigiados Mercedes. O desencadear da crise económica nos Estados Unidos precipitou o fim deste acordo em 2009.
Na Europa, contudo, o caso mais conhecido de concentração é o do gigante alemão VW. Em 2011 conquistou a segunda posição do raking dos fabricantes, possuindo, no seu cartel, um leque de marcas de respeito: VW, Audi, Seat, Skoda, Bentley, Scania, Lamborghini, Man, para referir apenas as designações ainda activas.

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Segunda-feira, 16.05.11

Há 85 anos o primeiro Skoda de luxo. Hoje, o Fabia é o mais económico

Há 85 anos foi entregue o primeiro automóvel de passageiros com o logótipo Škoda, um sedan de luxo construído com base mecânica de um Hispano Suiza. Este foi o primeiro modelo a ostentar o logótipo com a seta alada.

A 10 de Maio de 1926 o veículo era entregue pelo presidente da Checoslováquia, Tomáš Garrigue Masaryk, sendo que, até 1929, seriam construídos um total de 100 automóveis de luxo.
O fabricante industrial de Pilsen já tinha comprado a licença para a produção
à empresa Hispano-Suiza em 1924, ou seja, antes ainda da fusão com a fábrica de automóveis da Laurin & Klement. Isso explica o nome adicional no processo de designação do veículo, cuja produção teve início na primavera de 1925. O projecto foi desenvolvido pela Brozik & Jech, empresa carroçadora líder na época, e mais tarde por Laurin & Klement.
A fabricação estava ainda longe da produção em série. Cada ŠKODA Hispano Suiza 25/100 PS era único, feito por medida e de acordo com os desejos do cliente.
Isso fazia de cada carro um modelo original. Dependendo do equipamento, podia pesar até 2700 kg, com capacidade de atingir uma velocidade máxima de 140 km/h.
O preço, várias vezes superior ao preço de outros veículos disponíveis no mercado, era justificado pelo fabricante com o facto de ser um carro de luxo, desenhado por um engenheiro brilhante que deixava a sua marca nos pequenos detalhes, fabricado com o máximo cuidado e utilizando materiais nobres.


Mais de 2000 km só com um depósito


Mas se este era um carro caro e de luxo, 85 anos depois a marca checa oferece uma gama mais diversificada de modelos, destinada a todo o género de bolsas.
Decisiva para a sua manutenção foi o facto de ter sido adquirida pelo gigante alemão Volkswagen, passando a beneficiar do conhecimento e das capacidades financeiras deste grupo construtor.
Ao ponto de hoje já produzir produtos mais fiáveis e com melhor qualidade, apesar de não beneficiar ainda da mesma imagem de marca.
O Skoda Fabia é o modelo mais acessível e a versão “GreenLine” a que beneficia de um conjunto de alterações com vista a ser mais económica e menos poluente.
Recentemente um austríaco conseguiu cumprir uma viagem de ida e volta entre a Áustria e a Dinamarca, com apenas um depósito de combustível. O consumo médio de combustível foi assim de apenas 2,21 l/100 km, para um total de cerca de 2.006 km. Não foi esta a primeira vez que Gerhard Plattner estabeleceu recordes de poupança e toda a viagem, feita com o depósito selado, foi supervisionada por autoridades competentes.
O Škoda Fabia GreenLine tem um consumo homologado de 3,4 l/100 km.

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