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PORTAL DO AUTOMÓVEL




Terça-feira, 27.09.11

ENSAIO: Mercedes C250 CDI Coupé BlueEFFICIENCY

Se há coisa que distingue a Mercedes daquela que existia há uma décadas atrás é que a actual demonstra capacidade para construir “mais” carros bonitos. A “antiga” concebeu alguns e as versões mais desportivas são bem exemplo disso. Ora quando se olha para este carro não pode deixar de se sentir uma ponta de emoção. Mercedes? Caramba!

Comecemos por esclarecer a razão da admiração. Para muita gente, um Mercedes continua a ser um carro “racional”. É verdade que pouco acessível mas, inevitavelmente, um preço a pagar pela aura de fiabilidade, prestígio e qualidade que transporta. Contudo, rara é a pessoa que nunca andou de Mercedes, dada a quantidade de táxis da marca que existem em Portugal. Sem qualquer surpresa, escolhidos por causa de algumas das características apontadas no parágrafo anterior.
Ora quando me calhou ensaiar o presente modelo, a última coisa de que me lembrei foi, garanto-vos, de um carro de praça. Seja qual for o ângulo escolhido para o admirar, este novo coupé da classe familiar mais acessível da Mercedes, é, acima de tudo, um automóvel desportivo destinado a apreciadores de descendentes de boa raça.
E um carro “de emoções”.


Aerodinâmica irrepreensível


O Mercedes C Coupe substitui o anterior CLC (ver AQUI). Ao contrário daquele, este é um modelo de duas portas. Ou seja, o acesso à mala é feito por uma abertura mais pequena, autónoma do vidro traseiro.
Subjectividade à parte é um carro bonito. A frente salienta a linguagem identificativa da marca, sendo as vistas laterais e traseiras quem denunciam (e reforçam) o seu aspecto desportivo. Destacaria também a elegância e fluidez da carroçaria quando apreciada de cima, já que o tejadilho envidraçado – mas bastante bem disfarçado –, é uma componente importante desta versão.
De salientar que, embora aparente uma estrutura mais compacta, as suas dimensões não diferem muito da berlina Classe C (saiba AQUI mais pormenores sobre o C Coupé) que lhe serve de base.


Habitabilidade surpreendente


Em parte por causa disso, o Mercedes C Coupé é um carro com uma habitabilidade traseira francamente boa e uma mala que, pese embora a menor abertura de acesso, ostenta uma capacidade pouco habitual em coupés: 450 litros.
Com uma posição de condução mais baixa e mais desportiva, o interior ostenta o estilo e a qualidade dos produtos da marca alemã. Aqui sim, impera, antes de tudo, a racionalidade. O tablier não mostra um design emocional ou arrojado, apostando na classe, na nobreza dos materiais e na funcionalidade. A forma do volante e dos instrumentos conferem subtis toques de desportivismo.
Pouco ou nada difere da berlina, seja pelo típico travão de mão accionado com o pé ou pelo – para mim mal colocado – comando do “cruise control”. O mesmo não acontece no que concerne à visibilidade em manobra, tendo precisado muito da valiosa ajuda dos sensores de parqueamento para manter íntegro o branco da pintura do modelo ensaiado.
Duas belíssimas “baquets” dão forma aos lugares traseiros, capazes de transportar comodamente dois adultos. Sentados numa posição igualmente baixa, para contornar o constrangimento de um tejadilho – no caso, quase todo em vidro escurecido, com abertura e protegido no interior por uma cortina eléctrica (mais 2023 euros) –, que descai acentuadamente nesta zona.


Gama e motores


Por 50 mil euros com este motor a gasóleo de 204 cv, a versão que tive a sorte de ensaiar estava dotada de uma belíssima transmissão automática com 7 velocidades. Classifico-a como tal por causa da suavidade com que evolui nas relações e por aquilo que permite retirar desta motorização de 2,2 litros. Possui modo “sport” e modo sequencial, neste caso também possível de seleccionar através de patilhas situadas atrás do volante.
Mas trata-se de um extra que custa mais de 2600 euros, porque de série conta com uma caixa manual de seis velocidades.
A gama principia num quatro cilindros a gasolina por cerca de 42 mil euros. A versão diesel – 220 CDI com 170 CV – é somente 3000 euros mais económica do que o 250 CDI. Utilizam afinal o mesmo bloco motor, diferindo nas alterações mecânicas que permitem o incremento da potência e do binário.


Economia e equipamento


Junto ao pneu suplente fino (para substituir jantes de 16,17 ou 18 polegadas) encontra-se alojado parte do sistema “stop & go” da versão ensaiada. Sim, porque até num Mercedes há que fazer poupanças em nome do ambiente, mas também em prol das vantagens fiscais que uma redução de emissões garante.
Ainda que continue, mesmo assim, a ser destinado apenas a uma mão cheia de eleitos, estes poderão gabar-se da maior economia da versão BlueEFFICIENCY. O sistema funciona na perfeição, respondendo prontamente ao arranque.
Quanto aos consumos, a média oscilou sempre entre os 6,2 e os 6,5 litros, acima dos 4,9 l anunciados. Num estilo de condução agressivo e mais desportivo, esse valor facilmente atinge os 8 litros.
A suspensão pode ser desportiva (mais 516 euros), mas a de série, denominada Agility Control”, já possui amortecedores que variam mecanicamente em função do piso e da condução. Entre o vasto equipamento, de série ou opcional consoante as versões, contam-se várias ajudas à condução como a detecção de objectos no ângulo morto dos retrovisores, transposição involuntária da faixa de rodagem e o sistema PRE-SAFE ®, abordado com mais pormenor NESTE texto de apresentação do novo Classe B da Mercedes.



Dados mais importantes
Preços desde
49 291 euros
Motor
2143 cc, 4 cil/16 V, 204 cv às 4200rpm, 500 Nm das 1600 às 1800 rpm, common rail, turbo, geometria variável, intercooler
Prestações
240 km/h, 7,0 seg. (0/100 km/h)
Consumos (médio/estrada/cidade)
4,9 a 5,4 / 4,1 a 4,6/ 6,2 a 6,8 litros
Emissões Poluentes (CO2)
179 a 187gr/km

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