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PORTAL DO AUTOMÓVEL




Sexta-feira, 22.05.09

Volvo V50 1.6D Drive


Quando me deparei com esta versão da V50 alterada com o propósito de se obter uma poupança nos consumos e consequente redução de emissões poluentes, confesso que o primeiro pensamento que me assaltou foi «grão a grão enche a galinha o papo». E porquê? Porque em tempos de crise, «no poupar é que está o ganho». Contudo, sobretudo por respeito a uma marca clássica e distinta como a Volvo, prometo ficar por aqui no que respeita a banalidades, trocadilhos ou ditados populares.

Em que é que difere esta versão face às restantes V50? Sem entrar numa explicação exaustiva, as alterações incidiram na melhoria da fluidez aerodinâmica — rebaixamento do chassis, subtis deflectores frontais e grelha parcialmente coberta tal como as novas jantes específicas em alumínio —, na redução do atrito dos pneus (Michelin Energy) e na diminuição da fricção mecânica com um novo óleo para a transmissão.
Passou também pela optimização da gestão e do arrefecimento do motor, por uma direcção assistida mais favorável e pela alteração das relações de caixa da 4 e da 5ª velocidade.
Ao dispor do condutor existe ainda um indicador no painel de bordo que aconselha a troca de mudança em face do andamento imprimido.


O ou a Volvo V (de Variant) 50 é, por assim dizer, a versão carrinha do modelo S (de Sallon) 40 em clara evolução estética face à geração anterior. Para uma carrinha do segmento médio continua a não ser muito grande, pouco mais de quatro metros e meio. Se por um lado isso lhe facilita as manobras — em conjunto com esta nova direcção assistida eléctrica, o sistema de sensores nos pára-choques (opção) e um bom ângulo de viragem das rodas de facto isso é bem perceptível —, por outro, não lhe permite gozar de muito espaço interior. De facto, sobretudo no que toca a colocar as pernas, os ocupantes do banco traseiro não têm grande desafogo, enquanto que os cerca de 420 litros de capacidade da mala não são motivo de grande destaque.

Moderno e com qualidade mais do que aparente, destaque para a zona central do tablier, de facto muito bonita e inovadora, sem deixar de ser funcional.

São de realçar outros aspectos caros ao construtor, a começar pela segurança. No que toca à passiva, para além de itens habituais como airbags, reforço ou deformação programada de zonas especificas da carroçaria, cintos de segurança e bancos que minoram os efeitos do embate, há que contar com, por exemplo, uma sólida rede retráctil que separa a zona da mala do resto do habitáculo. Respeitante ainda à segurança, neste caso a activa ou de condução, merece especial atenção o sistema BLIS (opção 655 euros). Este sistema de detecção de obstáculos no ângulo morto dos retrovisores (ou cego, em inglês blind daí a razão da primeira letra), informa, através de uma luz amarelada na zona interior do retrovisor, sempre que a pequena câmara colocada no exterior pressente a aproximação lateral de outro veículo. O objectivo é alertar para o perigo de uma manobra quando, por exemplo, se pretende mudar de faixa. De conforto, mas também de segurança, neste caso para crianças, o assento traseiro pode dispor de bancos de criança integrados (opção 330 eur.) que permitem a uma criança sentar-se à altura ideal para que o cinto e o apoio de cabeça forneçam o grau de protecção desejado.

Uma das razões que justifica a análise à V50 1.6 Drive é, no entanto, a poupança dos consumos. Dotada do motor desenvolvido em conjunto pelo grupo PSA/Ford, este 1.6 a gasóleo mantém, nesta versão, os valores de potência e binário. Alterados ficaram os consumos — o construtor indica valores médios de 4,5 litros mas na realidade e sem grande esforço, o que se obtém oscila entre os 5,5 e os 6 litros —, enquanto que as emissões descem de 132 para 118 g/km. Este último valor é deveras importante porque em muitos mercados permite uma redução fiscal. Neste caso, em Portugal, a redução incide no imposto único de circulação (IUC). Assumidamente um veículo familiar, a V50 mais ficou com as alterações efectuadas. Para começar, sem colocar em causa a segurança do comportamento, pneus com menor aderência e uma direcção mais leve tornam a sua condução mais sensível. Menos evidente, a alteração das relações de caixa fazem com que o conjunto seja mais lento a acelerar, penalizando ainda as recuperações.


Mas se o "d" verde de Drive, que a par das jantes específicas identificam esta versão, deseja simbolizar um carro mais amigo do ambiente, será pois a condutores menos ansiosos e mais conscientes que ela se destina. Conscientes da importância de uma diminuição de emissões poluentes, pelo bem do planeta e consequentemente de todos nós, mas também, e porque se calhar até nos afecta mais directamente no imediato, na poupança económica na hora de abastecer com combustível.
Até porque… não, prometi não recorrer a mais provérbios populares!

PREÇO, desde 32 000 euros
MOTOR, 1560 cc, 109 cv às 4000 rpm, 16 V., 240 Nm às 1750 rpm, common rail, turbo de geometria variável, intercooler
CONSUMOS, 5,7/3,8/4,5 l (cidade/estrada/misto)
EMISSÕES CO2, 118 g/km

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