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PORTAL DO AUTOMÓVEL




Segunda-feira, 05.01.09

Renault Laguna Break 1.5 Dci eco²/110 cv vs Citroën C5 1.6HDi 110 Tourer


No panorama actual, modelos familiares como os que estão aqui retratados, adquirem redobrada importância. Para as marcas, por disporem de um produto que alia a qualidade e o conforto exigidos neste segmento a um preço cerca de 5 mil euros mais baixo do que o motor de maior cilindrada obriga, por via dos impostos, e, para os consumidores pelas mesmíssimas razões de economia. Mas isto acarreta um risco elevado: tratando-se de um segmento tão exigente, onde se confrontam marcas de prestígio e com elevada responsabilidade de imagem, oferecer um produto de menor custo e com prestações naturalmente mais limitadas poderá, a prazo, vir a causar danos na reputação se não conseguirem satisfazer as expectativas.
PREÇO, desde 32530 euros MOTOR, 1461 cc, 110 cv às 4000 r.p.m., 240 Nm às 2000 rpm, turbo de geometria variável, 8 válvulas, injecção common rail CONSUMOS, 6,2/4,8/5,3 l (cidade/estrada/misto) EMISSÕES POLUENTES 139 g/km de CO2

PREÇO, desde 33812 euros MOTOR, 1560 cc, 110 cv às 4000 rpm, 16 V, 240 Nm (260 Nm overboost) às 1750 rpm, turbodiesel de geometria variável, common-rail CONSUMOS, 7,4/4,8/5,7 l (cidade/estrada/misto) EMISSÕES POLUENTES 140 g/km de CO2


DUAS MARCAS FRANCESAS distintas oferecem, nesse espírito, outros tantos produtos semelhantes no conceito e, inclusive, com valores mecânicos próximos. As parecenças vão pouco além disso. O objectivo deste texto não é classificá-las, antes procurar encontrar razões que as diferenciem e constituam motivos de escolha para o consumidor. Mais do que a crítica ao produto, debrucemo-nos sobre dados concretos, ainda que, no final, e como geralmente acontece, o mais natural é serem motivos de ordem emocional a motivarem a decisão.
VAMOS a factos: à partida, o Laguna leva vantagem no preço, quando apreciados ambos nos níveis intermédios de equipamento, Dynamique para a Renault e VTR+ para a Citroën. E ambas propõem, à partida, seis airbag (frontais, laterais e de cortina dianteiros), mas o C5 acrescenta ainda um outro para os joelhos do condutor. Já o Laguna Break apresenta apoios de cabeça dianteiros com efeito de protecção cervical + regulação dianteiros/traseiros. Comum é também o sistema de travagem ABS com assistência à travagem de emergência, a que se juntam os de estabilidade e de tracção. O Citroën acrescenta ainda um controlo de deslizamento em neve e a Renault inclui o sistema «Pre-Fill» (capaz de antecipar uma travagem de emergência).
Comum são os vidros e retrovisores eléctricos (rebatíveis no C5), faróis de nevoeiro, sensor de chuva e de luminosidade, regulador e limitador de velocidade, banco do condutor com regulações em altura e lombar, banco do passageiro com regulação em altura, rádio/CD/MP3 c/ comandos em volante de cabedal, travão de mão automático, jantes em liga-leve de 17" e apoio de braços central, por exemplo.
O Laguna destaca-se pela caixa manual de 6 velocidades, trancamento automático das portas, cortinas pára-sol nos vidros laterais traseiros sobre-escurecidos, cartão Renault «Mãos-livres» e bancos desportivos com reforço do apoio lateral revestidos a couro/tecido carbono escuro. Já o C5 oferece farol estático de curva (75º de iluminação) e sensores traseiros de ajuda ao estacionamento. Em qualquer dos casos, a pintura metalizada constitui uma opção que encarece o Laguna em 420 euros e em 350 o C5.
QUEM PROCURA um veículo com estas características, procura sobretudo versatilidade interior e espaço. Um primeiro olhar revela logo as maiores dimensões do modelo da Citroën e os valores interiores acompanham a mesma tendência. Não apenas os passageiros do banco traseiro dispõem de mais espaço em todas as direcções, como beneficiam de melhores acessos e de uma compleição de bancos que roça a perfeição. Também a capacidade da sua mala é superior à do Laguna (520 e 506 litros, respectivamente). A versatilidade é também maior no caso do C5 que oferece inclusive uma lanterna recarregável e um portão traseiro com possibilidade de dispor de fecho eléctrico. A qualidade dos materiais é equivalente, talvez o Renault demonstre maior cuidado nos acabamentos, sensação em parte tida pelo deslizar suave da chapeleira sobre guias. O rebatimento dos bancos pode ser feito também a partir da mala e o vidro traseiro tem abertura no Laguna.

O C5 continua a revelar uns soberbos bancos nos lugares dianteiros. O apoio de corpo é o mais correcto e eficaz contra a fadiga em viagens mais prolongadas. Para além deste aspecto, torna-se difícil dizer qual dos dois cativa mais tão distintos são. Ambos inspiram solidez numa primeira impressão, mas o C5 não disfarça a volumetria nem consegue acompanhar o Laguna em agilidade e capacidade de manobra.
UMA IMAGEM DISTINTA abre-se aos olhos do condutor. A do Laguna é definitivamente mais clássica nas linhas simples e escorreitas do tablier. Essa simplicidade garante uma funcionalidade maior dos comandos, inclusive o de navegação colocado entre os bancos e que, após algum estudo prévio, se revela suficientemente intuitivo. Tecnologicamente é do mais actual: pode dispor de comandos de voz, bluetooth para o telefone, para além dos habituais sistemas com vista a facilitar a vida ao condutor, como o cartão com telecomando que substitui a chave e permite trancar/destrancar a viatura, o botão de «start/stop» que faz as vezes de ignição ou o travão de mão que acciona ou destrava de forma automática e que, no arranque, facilita o chamado ponto de embraiagem.
Função idêntica oferece o C5. A ausência de travão liberta espaço entre os bancos que, neste caso, é mais bem aproveitado. A Tourer oferece mais pequenos espaços que a break da Renault, mas não é tão intuitiva em termos de funcionalidade; o volante, cujo aro roda sob a parte central fixa (característica única), alberga a grande maioria dos comandos. Isso requer uma habituação bem mais demorada, tal é a profusão de botões.




AGORA talvez o mais importante: a mecânica. Ambas apresentam 110 cv de potência, mas os motores diferem bastante entre si. Para começar, o 1.6 HDi da Citroën tem que fazer deslocar mais 150 kg que o da Renault e isso reflete-se em todos os valores de aceleração e dos consumos. Por outro lado, o Laguna propõe uma caixa de velocidades mais desmultiplicada com seis velocidades, o que também o ajuda nas recuperações e rentabiliza melhor a condução em cidade.

Uma estrada aberta é o universo da C5 tourer, quer em conforto, estabilidade e segurança da condução. O comportamento da Laguna é também ele muito estável e preciso, mas a maior capacidade de amortecimento e, nunca é escusado repetir, os excelentes bancos do C5 fazem toda a diferença.
Qualquer destes motores apresenta «rótulos» «ecológicos»: o 1.5 dCi desiga-se eco² e traz agregado um indicador digital que informa da necessidade de subir ou descer a relação da caixa de velocidades, ajudando, desse modo, a escolher a mudança certa na circunstância e assim reduzir os consumos e consequentes emissões poluentes. A marca do losango designa assim todas as versões que apresentem emissões poluentes iguais ou inferiores a 140 g/km, sejam produzidos em instalações com certificação ambiental e 95 % das partes do veículo poderem ser reutilizadas ou reaproveitadas. Os mesmos critérios são utilizados pelo construtor do grupo PSA, adoptando, neste caso, a designação AIRDREAM.

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